CARNAVAL, SIMPATIA!!!
Eu quero ver você sorrir...
Veste um sarongue lilás,
Ou da cor do mar, ou de anis...
Passa baton vermelho, nega!
A festa é sua, é nossa
Eu só quero é ser feliz!
Olha o grampinho de flor
Enfeita esse cabelo, xuxu!
Tem brilho em seus olhos
Olha a cor" imensidão-azul"!
Com carinho, minha homenagem à todas as formas de amor!
Um VIVA às minhas, às nossas gargalhadas carnavalescas!
E VIVA a SIMPATIA, meu bem!
Que é mais uma forma de amor.
Mau e Teteu, AMEI vcs!
E para meus outros queridos:
A vida é muito maior do que está aí nessa cabecinha. Acredite!
Há muitas fórmulas para encontrar a FELICIDADE
Mas ela só acontece onde há RESPEITO.
Por você mesmo, pelos outros, por nós.
E VIVA a Alegria!!!
Assistam ao filme do Mau, "Túnel Russo":
(Contém cenas de sexo, violência e abuso verbal, portanto não é recomendado para menores).
Ana Martins
NO DESTINO
A compreensão é a faca que dilacera meu desejo
Pra que fingir se nada mudou
Você é meu pão e eu sou seu vinho
Me alimento da sua sede de viver
E quem vai dizer que os ventos não nos
levam pro destino
Se até os ratos já invadiram o seu
abrigo mesquinho e inútil
Que só desnuda o seu ser
Não se esconda mais
Seu tamanho é maior
E essa cela é "P"
Meu amor é seu amor
E nosso desejo
Não dá mais para se perder
A compreensão é a passageira
Mas a bagagem é do amor.
Ana Martins
PELA ESTRADA
Uma pessoa positiva. Sábia. Cheio de boas histórias. Alegre!
E que se importava muito com a família.
Ele poderia discordar sobre diversos assuntos, mas jamais era indiferente com aqueles que amava.
Indiferente mesmo, acho que só com os carros pela estrada, enquanto pedalava sua bicicleta.
E vivia a liberdade de ir e vir para onde quisesse.
Tive a sorte da certeza do quanto comigo ele se importava.
Quando minha vida era feita toda de questionamentos, ele me trazia suas respostas.
Um gesto de amor.
A vida para ele era simples. E rica de significado.
Alguns dos seus passos estão marcados em mim. Já não vive mais entre nós,
mas permanece vivo em minha vida.
E mesmo sem eu compreender claramente, parece ainda me ajudar de alguma forma.
Um dia, em um sonho, me vi caminhar por uma estrada. De pó. Seca.
Não havia nada à minha volta, senão a própria estrada.
Até surgir inesperadamente um caminhão. E que parou exatamente ao meu lado.
A porta se abriu e lá estava meu avô José na direção.
Estendeu as mãos para mim, pedindo que me sentasse ao seu lado.
E perguntou qual a quantia de dinheiro que eu precisava. Sem eu nada dizer,
retirou de sua capanga algumas notas, e me entregou.
Me deu um forte abraço, e o sonho desfez-se.
Naqueles dias, eu enfrentava alguma dificuldade financeira e me sentia completamente sozinha para resolvê-la.
Menos de duas semanas transcorridas, recebo também de forma inesperada,
a notícia de que meu tio-padrinho Manoel havia mandado cortar os pinheiros de um vasto terreno
da família em Portugal, proveniente de meu avô.
E toda aquela madeira foi vendida como lenha.
A parte da quantia que me cabia de direito era exatamente a quantia de que eu precisava.
São poucas as certezas que tenho na vida.
Uma delas, é que estamos todos de passagem por aqui.
Outra, é que quando o amor existe, não morre jamais.
E permanece na estrada.
Ana Martins
TIO JOÃO
e bem sei que é pra lá que tu vais.
Por aqui fica tua lembrança
E a amizade que não se desfaz.
Por vezes é pouca a convivência,
mas certa a autenticidade
de quem sempre procurou o melhor
para se viver na paz.
Fica registrado aquele teu FORTE abraço
que não me esqueço jamais.
Te encontro mais na frente,
assim espero.
Obrigada, tio. Meu amigo.
Ana Martins
OS RAPAZES DA MESA AO LADO
Eu e minhas amigas reunidas no "clube da Luluzinha".
Num determinado momento, notei um grupo de rapazes que subia para o segundo andar do bar.
Registrei o momento. Adjetivo para os moçoilos: "caçadores".
Nem 5 minutos se passaram e eles desceram.
O alvo deles? Nós!
Sentaram-se numa mesa ao nosso lado. A atenção deles era toda para nosso papo.
Acontece que eu já não tinha me simpatizado com eles.
Detesto ser vista como um "pedaço de carne" exposto na vitrine.
Eles tinham olhos GULOSOS, que não sugeriam alguma dúvida.
Não tenho mais paciência para esse tipo de abordagem. Aliás, NUNCA tive.
Mas cansei de engolir a seco esse tipo de PREDADOR que extermina toda e qualquer graciosidade da vítima.
Os predadores são normalmente animais de grandes dimensões - em relação às suas presas,
mas TUDO o que eu conseguia enxergar naquele grupo de rapazes desavisados
era a minusculosidade VIRIL de suas cabeças (as 2, por sinal!).
Não bastou pescoços e sorrisos famintos voltados a nós. Eles interromperam nosso papo
diversas vezes. Até eu perder a paciência por completo.
Irritada, perguntei a um deles se não queriam se sentar na nossa mesa e resolver logo essa "parada".
É óbvio que isso não significava nenhum tipo de "Boas Vindas".
Foi quando o SUJEITO disparou:
- "Sabe o que é? eu ainda estou na dúvida com duas de vocês".
Aí foi demais; a gota d'água!
Metralhei:
- "Por um acaso alguém te permitiu escolher alguma coisa?!?"
Dois minutos depois eles foram embora. :)))
Ana Martins
CAIXINHA DE RETALHOS
O TEXTO ABAIXO, "CAIXINHA DE RETALHOS", ESCREVI NO EMBALO MÁGICO,
PEGO DE CARONA, NOS TEXTOS DO MÁRCIO TRIGO.
CONFIRAM O BLOG DELE, É PURA DIVERSÃO!
www.marciotrigo.com/blog
Belinha ainda era muito menina.
Acreditava em fadas madrinhas, que voavam sempre escondidas por onde ela passeava.
Verdade que pareciam estar ainda mais perto quando Belinha criava alguma coisa.
Fosse na imaginação, fosse no papel, tecido, cola e tesoura!
E adorava guardar todas as suas experiências e quinquilharias numa caixinha de costura de madeira, linda e cheinha de retalhos!
Um dia, Belinha encontrou 3 pedrinhas verdes no jardim de sua casa.
Eram preciosas! A primeira se transformaria num lindo vestido. A segunda, num anel encantado da sorte, que a protegeria sempre que
ela passasse por algum perigo.
A terceira pedrinha se transformaria no seu cavaleiro encantado, que a raptaria do mundo preto e branco sem graça que ela vivia,
para viver com ela no mundo mágico das mil cores brilhantes.
Já era noite, então Belinha correu até sua caixinha de retalhos e guardou as 3 pedrinhas lá até o dia seguinte.
Quando amanheceu, ansiosa para estar bela quando seu cavaleiro aparecesse, pegou a primeira pedrinha e se vestiu com o lindo vestido.
Ele era todo bordado com milhares e milhares de estrelinhas.
Belinha ficou tão feliz que se pôs a rodar e rodar, até ficar completamente tonta, e acabou caindo no cercado de rosas do jardim,
cravando enormes espinhos pelo corpo, que estraçalharam todo o vestido.
Chorando sem parar, lembrou-se que a segunda pedrinha lhe daria o anel encantado da sorte.
Respirou fundo, secou suas lágrimas, levantou-se e foi até a caixinha.
Quando o anel já estava em seu dedo, seu brilho ficou tão reluzente, que cegou seus olhos.
E agora? Belinha faltava encontrar seu cavaleiro e não conseguia ver onde a terceira pedrinha estava!
Apalpando objeto por objeto, encontrou a caixinha.
Mas estava tão aflita para pegar a pedrinha, que sem querer, bateu forte na caixinha, e a tampa se fechou com tanta força,
que Belinha não conseguia mais resgatar a pedrinha de dentro dela.
Por que será que o anel não tinha protegido Belinha dessa desventura?
Belinha passou longos dias cega, com seu lindo vestido estraçalhado, e com o cavaleiro que seria seu grande amor, preso na caixinha,
sem poder libertá-lo do encanto.
Lembrou-se depois que seria ele quem a faria conhecer as mil cores brilhantes.
Mas como poderia, se além de não conseguir libertá-lo da caixinha, ainda estava cega?
Lamentou-se profundamente, e voltando a chorar, achou que não tinha mais sentido viver.
Completamente paralisada, deixava os dias passarem por ela, sem nada fazer.
Certo dia, um sabiá pousou em seu ombro e lhe perguntou por que Belinha vivia tão triste e quieta.
Então ela lhe contou toda sua história e ele lhe disse:
- Aguarde um sinal do Tempo!
Os dias se passaram e Belinha continuava ali, estática.
Até que um dia, a Primavera chegou. E com ela, a sua fada madrinha!
Ao ver aquela menina num estado lastimável, lhe ordenou que parasse de chorar e abrisse os olhos.
Belinha retrucou dizendo que de nada adiantaria abrir seus olhos, se estava cega e sozinha.
Paciente, sua fada madrinha lhe falou:
- Experimente abrir teus olhos! Passastes tantos dias fechada em si mesma, que não percebestes que em teu silêncio,
o Tempo deu-te resignação para compreenderes e corrigires teus erros.
As 3 pedrinhas foram um presente meu para ti, mas eu só poderia encontrar-te agora, que tens capacidade para compreenderes melhor teu destino.
Ao contrário do que pensastes, teu anel mágico protegeu-te todo este tempo.
A tua ansiedade para viveres logo teu sonho, só rendeu-te tropeços, e não tinhas condição de saboreá-lo exatamente como ele é.
E passarias por ele sem perceberes a dádiva de um sonho concebido.
Já tua cegueira, serviu-te para notares melhor cada visão que recuperas agora. Seja feia ou bonita, toda visão tem seu valor.
Então Belinha abriu seus olhos e viu que enxergava novamente, e melhor.
Percebeu que o preto e branco eram as cores que a pressa lhe concedia ver.
Por isso, mesmo que seu cavaleiro lhe mostrasse as cores, ela não as veria com a pressa.
Agora, já serena, as mil cores brilhantes surgiam reluzentes a sua frente.
E Belinha pode, finalmente, encontrar seu amor ao abrir devagar sua caixinha de retalhos.
E soube guardá-la muito bem depois.
Ela sabia que a caixinha a lembraria de toda essa sua experiência vivida.
Ana Martins
AMAR ERRADO
Amou demais. Amou de menos. Amou mais do que mereciam.
Descobertas as imperfeições do ser amado, implica. Quer ser aceita. Ser compreendida. E o xinga!
Ou se desdobra para agradá-lo e ele nunca parece amar-lhe o suficiente para retribuir todo o amor que você oferece.
Não somos seres perfeitos o bastante.
Nunca questione por que o mundo - este mundo que vivemos, é tão podre e cruel.
Ele é e vai continuar sendo assim enquanto estivermos por aqui. Não quero com isso, me conformar com ele - ao contrário!
É nele que está a grande oportunidade de exercitarmos o amor, quando ainda temos tanto a aprender sobre ele!
Transcrevo aqui, palavras a uma amiga,
a Beatriz (leia o blog dela: http://www.bibidebicicleta.blogspot.com/ )
É verdade! No amor, nunca estamos suficientemente preparadas!
Eu sou assim também, meio personagem de mim mesma nas horas mais difíceis, tanto para mim, como para meus amigos, quando preciso ser mais do que sou para ajudar. Mas tenho dentro de mim uma fidelidade imensa a respeito do que sinto, que acabo sempre transparente. Então fica óbvio que estou procurando ser forte e durona, quando na verdade não sou. Mas o mais bacana disso tudo é que, quando consigo superar a dificuldade, percebo que, bem no meio do caminho, aquela força já era minha, e eu ainda não a tinha reconhecido.
Acho que quando nasce o amor, nunca se ama errado. Acontece que estamos sempre despreparados para todas as nossas dificuldades, que dirá a dos outros. Na "sacola" do amor, não cabe o "pacote" dificuldades. Então, nós, que estamos aqui para sermos melhores e evoluirmos, entramos em choque com nossas limitações. Quanto mais enxergamos dificuldades, mais achamos que amamos errado.
Então, quando temos um amor mal resolvido, muitas vezes dizemos a nós mesmas que não nos amamos o suficiente, quando na verdade, não entendemos que somos seres imperfeitos e que estamos aqui para crescer, evoluir. E me vem a pergunta: qual será a máxima do amor, se nunca estamos suficientemente preparados, evoluídos? Me veio na cabeça agora que deve ser a misericórdia. Aquela que nos faz estender a mão para aquele que nos cospe. Tão difícil para nós, que ainda estamos tão pequenos...
Mas num amor a dois, a máxima que constrói a longevidade da relação, deve ser mesmo o perdão.
Olha só um trecho que li outro dia, e que me fez pensar, pensar e pensar....
"Para meus amigos... CASADOS. O amor não te faz dizer "a culpa é sua", mas o amor te faz dizer "me perdoe". Não é "onde você está?", mas "estou aqui". Não é "como pôde fazer isso?", mas "eu te compreendo". Não é "eu gostaria que você fosse", mas "te amo, pelo que você é". Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores. A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos; mas sim de quantos desses anos vocês foram bons um para o outro".
Dai, vc me disse: temos que trabalhar nosso eu para que o amor seja eficaz, bacana.
E é isso mesmo!!! Trabalhar o "Eu" é evoluir!
Menina, a sua inteligência me faz feliz! E realmente, muita coisa desta vida é puro "feeling". Não é para se explicar, mas para sentir!
Obrigada por vc existir!
Ana Martins
O VÔO DO AMOR
Percorro distâncias imensas onde a ternura se manifesta
Não paro para me opor a nada que encontro
Distribuo sorrisos, carinho e paz.
Faço-me presente por onde passar
Me recrio quando não me encontro
Tudo por onde eu estiver será o bastante.
Mesmo os que não me compreenderem, jamais me esquecerão
A mágica está no brilho da minha paz, que não força mudanças, mas que integra.
Os que não se revigoram com minha força nunca encontram o conforto que precisam.
Mesmo assim, dirão que sou A Ilusão Brilhante, porque é doce o sabor do meu rastro
e minha luz é transparente.
Estes mesmos que me chamam de Ilusão, atormentados estão por não renovarem suas vidas, tão amargas.
Quanto mais negam a mim, mais sou o centro de suas vidas.
Viver para me evitar ou negar é o mesmo que viver por mim, sem mim.
Quanto mais vazia for a crença da minha existência, mais persistirei em suas vidas insanas.
Ana Martins
AMOR-CONSTRUÇÃO
minhas mãos
meus pensamentos
meu carinho
minha atenção
meu tempo
meu zelo
meu amor
meu coração
que não é brinquedo
porque alimenta uma alma
feita de sonhos
e fé
que morre e renasce
igual a você
porque renascer é apostar
na possibilidade de seguir
de acreditar
e construir
o que ainda não há
e que falta ser feito.
Se não encontras em mim
a aposta que precisas
e a procura em outras,
por que voltas?
Ana Martins
ESCOLHAS, PRAZER & CULPA
insignificante seja.
Mas muitas vezes, simplesmente ignoramos isso, e agimos irracionalmente,
tal como animais!
Se a busca é por prazer, qual não é o risco de seguirmos em frente sem nos darmos conta que não estamos preparados para as consequências?
Simplesmente esquecemos que também vamos perder!
Não me diga que você é sempre uma pessoa sensata!
O que dizer de compras desnecessárias?
E o excesso de guloseimas?
O que dizer sobre prazer sexual e conquistas?
Procuramos sempre por desculpas ou colocamos a culpa em algo ou alguém para
seguirmos em frente.
Mas longe de querer apontar culpados, precisamos sim, ser responsáveis pelo
que escolhemos, pelos nossos atos.
Não existe ação sem reação, mesmo quando não percebemos isso.
Às vezes não se tem muito a perder.
Mas... e quando temos?
Pior: Quando não vemos o que vamos perder?
Por isso, não vamos procurar por culpados.
Vamos assumir a responsabilidade de nossas escolhas.
Mesmo quando não escolhemos nada, escolhemos a não-escolha.
E vamos em frente!
Segundo Hilcia Mauad, uma grande mulher:
"Por que temos mania de buscar culpados para exorcizar nossos medos?
Quem somos nós - tolos, que supomos resolver qualquer caso quando se descobre
um culpado ou mesmo muitos?
Temos uma mania doente de buscar culpas e nos acalmar, quando o fardo da
vida é comum, e o mundo uma nave na qual, ou somos solidários, ou morremos.
O ser humano é débil demais para despejar nele tanta culpa! Para dele se
esperar tanta coisa!
Somos apenas seres que tiveram a luz da consciência da própria finitude e
a noção da miséria da dúvida.
Somos seres cheios de medos, cheios de fuga que não se aguentam consigo mesmos.
Por isso vivem a cata de culpados imaginários e reais causadores ou responsáveis.
Que morra a culpa e nasça em seu lugar a responsabilidade. Essa sim, um legado
maior de cada ser humano".
Ana Martins
AMOR A DOIS
Saber qual a compatibilidade entre os dois, o que se pode esperar da relação.
Paixões acontecem, mas uma paixão pode manter uma união mesmo na incompatibilidade. O amor não.
Amor sólido só se constrói com o tempo.
E da doação de um pelo outro.
Só quando existe doação de ambas as partes, que se sobrevive à fortes tempestades.
Mas as grandes e verdadeiras tempestades não são aquelas que pode-se medir pelo ego.
Seja por paixão, seja para provar algo a alguém ou a nós mesmos.
Mas aquela que não importa o que nos atinge, mas que sobrevive de certezas do amor.
Nessa hora a confiança serve como a água necessária para a "planta" do amor
ganhar "raízes".
Sem confiança, doar-se ao outro ganha outro nome, que nada tem a ver com
amor.
O tempo de convívio com alguém pode não valer, não significar nem provar
nada de amor real.
Companheirismo, comodidade, paixão ou falta de opção podem estender um relacionamento
por um longo tempo.
Companheirismo é amor amigo. Um casal pode viver assim por muitos anos.
Mas são as tempestades que mostram a solidez da união.
Se não existir confiança, amor e dedicação, a união fracassa.
Na doação, não é a morte do ego que acontece. Mas ele se cala para ouvir
a necessidade do outro. E estende-lhe a mão por amor. E por confiança nesse
amor.
Um bom exemplo que tenho é de um grande casal que conheci.
Ambos se doaram um pelo outro em larga escala, e superaram juntos grandes
preconceitos.
Um deles, por exemplo, é o alcoolismo do marido.
Sabe-se lá o que essa mulher passou durante tantos anos difíceis e sofreu de preconceito por amor.
Foi um grande obstáculo, mas ele nunca agrediu sua moral. Nem abalou sua
confiança entre os dois.
Os outros sim, faltaram-lhe com respeito, compreensão. Inclusive sua própria
família.
Ele fraquejou inúmeras vezes com ele mesmo, nunca por causa dela.
As dificuldades que ela viveu com ele, e a superação de todos os preconceitos,
é o que acredito ser a verdadeira doação.
Não por falta de amor-próprio: ao contrário! Confiou tanto em si mesma como
no outro que soube calar suas vaidades em nome desse amor.
Verdadeiro amor.
E superaram JUNTOS essa tempestade, além de muitas outras.
Ana Martins
O MORCEGO E A MULHER DA MATA
Próximo a uma floresta vivia a mulher do sorriso encantado.
Essa mulher vivia isolada em seu mundo, apesar de estar perto do vai-e-vem típico da cidade grande.
Ela gostava de caminhar quando anoitecia, e em todas as noites de lua cheia, passeava pelos arredores de sua casa, para apreciar a beleza da lua e seu brilho enluarado.
Certa vez, numa dessas noites iluminadas, o morcego das-bandas-de-lá apareceu na mata, e sem aviso prévio, seduziu a mulher e alimentou-se do seu sangue, mas partiu quando a mulher se distraiu, como que encantada com a visita dele.
Outras vezes o morcego voltou, seduziu, encantou e se alimentou da mulher, para depois desaparecer pela mata.
A mulher enfraquecia-se com sua partida, punia-se por desejá-lo mais e mais para oferecer-lhe seu sangue, mas sonhava com seu retorno todas as noites de lua cheia, e implorava a ela que ele voltasse.
Conta a lenda, que após um tempo, seu sangue renovava-se e sua força crescia cada vez mais, mas sua alma, inexplicavelmente, tornava-se mais brilhante.
Certo dia, após o morcego retornar e seduzi-la mais uma vez, a mulher distraiu-se e novamente ele partiu sem lhe dar adeus.
Mas naquela noite, a lua deixou-se registrar como um espelho, todo o momento da sedução. E a mulher pode ver através dela as imagens do instante de prazer com o morcego.
Viu que no momento que ele se alimentava com seu sangue, escorria um soro cristalino de seus dentes.
E a refrescância que ela sentia naquela hora, era na verdade o soro, que penetrava-lhe e alimentava não só o corpo, mas a alma da mulher, tornando-a excepcionalmente iluminada.
Ana Martins
EVOLUÇÃO SEXUAL

Dois corpos podem se entender muitíssimo bem na matéria, no desejo.
Em sintonia perfeita. Sem precisar qualquer outra afinidade entre eles.
(Atração sexual).
Com afinidade emocional, o prazer é evidentemente maior. Gostam-se.
E é o bastante. (A soma entre atração sexual com a emocional).
Mas quando também há afinidade espiritual, o sexo não é só sintonia perfeita em matéria.
Falam-se duas línguas: a do corpo e da alma. (Atração sexual, emocional e espiritual).
Assim nasce o amor. Quanto maior a sintonia entre corpos e almas, mais profundo o amor.
A sintonia fica tão perfeita, que a possibilidade de se fazer amor no plano mental torna-se uma possibilidade real.
E sem precisar do toque do outro, pode-se senti-lo com a plenitude, até mesmo à longa distância.
A capacidade de sentir o real prazer espiritual do outro durante o ato de amor - não só do óbvio prazer carnal - é exclusividade
para aqueles que felizmente falam a linguagem do amor edificado - cada vez mais difícil de se encontrar neste mundo egoísta, que
valoriza o Ter e o Ser unilateral.
Na unidade, os olhos não pousam no outro. As mãos tocam o parceiro, mas os olhos voltam-se apenas para si mesmo.
É a cegueira inversa.
Sem a visão, o cego natural usa suas mãos para reconhecer o outro.
Na cegueira inversa, o parceiro toca o outro para apenas reconhecer-se, encontrar-se, satisfazer-se.
Felizmente, a evolução do espírito é feita através do amor.
O amor se manifesta de várias maneiras.
Mas quando decide-se viver com um companheiro, e eles vivem juntos no amor,
quanto maior a evolução espiritual entre eles, maior a possibilidade de conseguirem gozo sequer
com o toque.
É o espírito que se eleva. Com êxtase.
É a evolução sexual. Do amor. Por amor.
Ana Martins
TRAJETÓRIA DO MAGNO AMOR
Sem ele, como provocar a Arte de pensar?
Pensar é uma atividade inevitável. Mas qual a determinação consciente dos nossos pensamentos?
Você presta atenção para onde você dirige os seus?
Em toda a humanidade, são poucos os Mestres que com sua genialidade, perturbaram nossa visão de vida.
E abriram janelas em nossas mentes.
Um deles, extremamente perturbador, foi insuperável na arte de pensar:
Jesus, de Nazaré.
Em alguns momentos, Jesus falava claramente o que pensava. Mas em outros, deixava que as entrelinhas falassem por ele.
E usava parábolas, que o tornava difícil de ser compreendido.
Ele se revelava e se ocultava o tempo todo.
E por que ele se comportava assim?
Ele queria provocar uma revolução no interior do ser humano.
Enquanto esteve entre nós, demostrou tolerância, humildade, justiça, solidariedade, contemplação do belo,
cooperação mútua, consideração pela angústia do outro.
Ele queria provocar a inteligência das pessoas que conviveram com ele.
E quebrar os parâmetros, sempre tão limitados.
E se adiantou no tempo ao falar sobre a mais traiçoeira das doenças que assolam nossa vida,
e estanca o prazer de viver:
A ANSIEDADE.
"Não andeis ansiosos pela vossa vida, pelo dia de amanhã... basta a cada dia o seu próprio mal" (Mateus - Capítulo 6)
Foi o que ele disse para seus amigos pescadores.
E disse também:
"Olhai os lírios dos campos".
Para que eles pudessem extrair o prazer dos pequenos momentos da vida,
com alegria, inteligência e simplicidade.
Foi assim que ele mostrou o caminho do GRANDE AMOR.
Aproveito para agradecer a todos vocês, meus amigos, parentes, vizinhos
e transeuntes que encontro ao longo dos meus dias, e que, com suas DÚVIDAS, ALEGRIAS e INCERTEZAS,
me fazem ser alguém melhor.
Feliz Páscoa! Feliz RECOMEÇO todos os dias!
Ana Martins
ALGUÉM PARA AMAR
tem sido assim desde quando foi embora.
Mas não sinto um vazio por isso.
Ele se foi, mas nada o fez sair da minha vida. Todos os dias ele está presente nos meus pensamentos
e nas minhas emoções.
Nas minhas orações diárias, peço a Deus que o melhor esteja sempre com ele. Porque se assim for,
tudo estará no seu lugar.
Eu não sou Amélia, masoquista ou santa!
Lutei muito para que ele desaparecesse por completo da minha vida!
E como lutei!!! Passei boa parte do tempo procurando me convencer de que estava muito melhor sem ele;
esperneei, gritei comigo, o expulsei dos meus pensamentos, das minhas palavras, do meu coração!!!
Para esquecê-lo eu associava muita dor a tudo o que me lembrasse dele:
Uma imagem, um nome, um som, uma canção, um alimento, uma roupa, um toque, um sabor.
Uma febre insistia em me acompanhar todas as noites; e por meses ela me acompanhou!
Mas eu não adoecia de fato. Nada parecia estar errado comigo. Só essa febre que insistia ser minha grande companheira.
Febre é sinal de infecção, mas que infecção era essa que me importunava e não me fazia adoecer?
Um médico me disse que era sinal de baixa imunidade e que eu estava propensa a contrair vírus. Me receitou vitaminas e repouso.
Os dias se passavam e me atropelavam.
Até que um dia compreendi:
Aquele homem que eu queria esquecer nada tinha feito que me causasse dor real:
Ele só tinha acrescentado, só somado coisas boas na minha vida!
Durante todo o tempo que estive com ele, eu não estava numa via de mão única.
Nessa estrada, encontrei nuvens, mas tive alimento o tempo todo para meus sentimentos.
Ele nunca tinha feito nada que desmerecesse meu amor.
Então percebi que era um erro expulsá-lo da minha vida.
Por isso tive febre:
expulsá-lo era baixar minha imunidade!
Desisti de esquecê-lo e a ternura invadiu meu coração.
Então toda e qualquer lembrança que viesse dele tornou-se uma benção em minha vida.
Ana Martins
DOBRADINHAS
Desejo consumido: PAZ
Desejo feito de impossibilidades: PAIXÃO FRUSTRADA
Paixão como alimento: ETERNIDADE
Ana Martins
PALAVRAS CRUZADAS
Ânsia: desejo ardente.
Ansiedade: Inquietude emocional, sofrimento por antecipação de algo real ou imaginário.
Agonia: Ânsia de morte, sofrimento, amargura, aflição.
Amargura: Sofrimento arraigado de dor e ressentimento.
Aflição: Ansiedade, preocupação.
Preocupação: Inquietação antecipada que perturba a mente.
Antecipar: Fazer, dizer, sentir, antes do devido tempo; precipitar.
Precipitar: Atirar, arrastar (a aventuras, perigos). Tornar mais rápido.
Rápido: Que se move depressa; veloz. Efêmero, breve.
Efêmero: Pouco duradouro, passageiro.
Passageiro: Transitório, pouco importante.
Pouco: Insuficiente, pequena quantidade.
Pequeno: de pouco valor, pouco extenso; de tamanho diminuto; limitado.
Limitar: Restringir, diminuir, por fim.
Fim: Conclusão; final.
Viu só??? Tudo tem sua finalidade. Aproveite bem e com alegria o seu tempo.
CRESCER, ENGRANDECER, EVOLUIR.
Estamos todos de passagem para um estágio melhor.
Ana Martins
REVELAÇÕES
Sozinha em meu quarto completamente escuro.
Deitada em minha cama, mãos espalmadas, viradas para cima. Ouço no ipod canto gregoriano.
Meu espírito se eleva. Estou completamente sóbria. Sinto uma paz profunda no coração.
As horas passam e a vontade de dormir não vem: êxtase.
Sinto vontade de me sentar na beira da cama. O ipod acende com um toque.
Levo um susto: vejo a imagem de um rosto indefinido aparecer na minha frente.
Sinto medo, mas me repreendo: como posso sentir medo se estou em profunda paz?
O rosto toma a forma do meu querido vovô José. É ele! Voltou para me ver, como da última vez que
o vi; eu estava na praia, tinha apenas uma semana que ele tinha partido deste mundo.
Abro um sorriso, fico tão feliz! Mas de repente o rosto à minha frente ganha a forma da minha bisa Joaquina, e depois
da minha avó Inês; de minha mãe; do meu paizinho; de quem amo! Me emociono,
as lágrimas escorrem pelo rosto. Enxugo algumas com as mãos e me surpreendo com o óbvio:
sou eu mesma de frente para o espelho!
Rio de mim mesma, mas depois me recordo que eu não seria quem sou sem eles, que fazem parte da minha vida,
da minha história. Eu os amo e os enxergo através de mim mesma.
Estamos todos ligados ao mesmo AMOR.
Ana Martins
RESOLUÇÕES DE ANIVERSÁRIO
Que meus olhos procurem Ver ALMA em tudo.
Que meu coração esteja no SAGRADO.
Que minha mente procure sempre pela PAZ.
Que eu combata TODAS as dúvidas e medo.
Com a certeza do que quero, OUSO viver meus propósitos.
Ana Martins.
AMAR DEMAIS
Ser sentimental é deixar-se comover com facilidade.
É dar muita importância ao sentimento de amor.
Sentimento também tem direção.
Para onde dirigimos nossos sentimentos?
"Eu amo - eu preciso - eu quero - sinto falta... eu, eu, eu".
Ou não o se tem. Falta calor. Tornamo-nos inexpressivos. Insensíveis.
Sobre a falta de sentimento, falo numa outra ocasião.
Em pauta está agora o sentimento.
Sentir, sentir e sentir...... ah!
Muitas vezes transbordam nossas emoções.
Mas, e o AMOR?
Amar é dedicar-se a alguém. A quem dedicamos nosso amor?
A nós? a outro alguém?
Amar é muito mais do que somente sentir.
Amor é DOAÇÃO. Não é anular-se, mas doar-se.
Somar com as necessidades do seu próximo.
Ir além do simplesmente SER e COEXISTIR com as necessidades dos outros.
Você tem OLHOS para estas necessidades?
Considero isso verdadeiramente
AMAR demais.
Ana Martins
O MENINO DA PRAIA
Sábado passado fui à praia. A água estava fria, mas o sol estava forte, delicioso.
A brisa agradável, músicas maravilhosas no meu IPod, e um menininho.
É, eu acompanhava algumas músicas com os olhos fechados e, quando os abri, estava sentado bem ao meu lado um menininho. Olhos castanho-claros, os cabelos cacheados. A idade, talvez uns 7 anos. Cheio de pulseirinhas de palha e miçangas coloridas. Para vender.
Perguntei a ele o que ia fazer com o dinheiro das pulseirinhas. Ele me disse que a mãe dele ia lhe comprar um presente de Natal.
Não resisti de curiosidade e perguntei o que ele queria de presente. A resposta? Uma camiseta e um short.
Gente, olha só o que ele quer de Natal!
Um menino! Com tantos sonhos para sonhar e o presente que ele pode ter é uma roupa para vestir.
Comprei uma das pulseirinhas e ele rapidamente se pôs a contar todo o dinheiro a-ten-ci-o-sa-men-te.
As pulseirinhas, contou e recontou-as com um olhar esperançoso.
É, vi nitidamente a esperança brotar nos olhos do menininho.
Passei o resto do meu dia com o menino no coração. E a importância da esperança em nossas vidas.
O quanto somos capazes de manter a esperança dentro de nós? Não importa o que nos falta, mas o quanto de esperança temos?
O Natal está chegando. É tempo de nascer. Ou renascer.
Pense em todas essas crianças que estão por aí pelo mundo e faça uma delas sonhar melhor: VOCÊ MESMO.
Porque você também já foi uma criança. Porque você tem dentro de você uma criança. Ouça-a. Pergunte a ela o que lhe falta. Faça-a sorrir novamente.
E se subitamente lhe der vontade de ajudar uma outra criança, vá. Não importa que criança seja ela. Siga em frente.
Com seu coração cheio de felicidade você tem muito a oferecer.
Que assim seja.
Ana Martins.
PATRÍCIA
Mas hoje, uma lembrança forte bateu no coração.
Tempos atrás, o convívio diário com uma super amiga me fez perceber como a vida pode ser difícil e, ainda assim, tão feliz.
Patrícia era seu nome. Minha amiga sofria de uma doença rara, que a cobria de feridas e sintomas difíceis de conviver.
Fora a rejeição social e as dificuldades que isso lhe custava, compartilhávamos muitos sonhos e amores platônicos pelos meninos da escola ou do bairro.
Tantos anos juntas desde muito pequenas, na mesma escola, e a amizade forte veio mesmo depois da formatura do ginasial.
Patrícia morava numa rua paralela à minha. Praticamente todos os dias estávamos juntas. E todos os dias lá estava ela risonha e feliz.
Como essa menina me fazia rir e como era gostosa a gargalhada dela!
Incrível como pode uma pessoa que, com todos os problemas imagináveis e inimagináveis (porque dos que soube, não cabe aqui contar), vivia sempre TO-DOS OS DI-AS sorrindo e feliz!!!
Hoje, enquanto caminhava, senti uma paz e uma liberdade tão grande que, de repente, na imaginação, lá estava a Patrícia na minha frente com sua gargalhada feliz. E o seu exemplo de vida.
Acho que os males da vida dela existiram para os meus olhos e para todos os outros mais. Não para ela.
Patrícia não está mais entre nós. Fisicamente. A gravidade estava na doença dela, não nela.
Anda viva por aí. Na leveza da vida, como tem de ser.
Patrícia - Obrigada! Obrigada! Obrigada!
Ana Martins
COMPAIXÃO & MISERICÓRDIA
Primeiro, o ressentimento, que pode crescer e se tornar uma mágoa. E muitas vezes, a dor é tão profunda, que somos incapazes de perdoar.
Não perdoamos quem nos puxa o tapete, quem nos engana, quem caçoa de nós e esquecemos que é a nós mesmos que esquecemos de perdoar.
Isso mesmo. Não perdoamos pelo fracasso de nossas intenções.
Mas veja, precisamos lembrar todos os dias que não vale a pena guardar a mágoa. Qualquer que seja ela.
Porque a agressão conosco será ainda maior. Aquilo que semeamos, iremos colher. Aquilo que colocamos em nossos corações dá o tom da melodia que toca em nossas vidas.
Por isso, ao invés da mágoa, que venha o perdão.
Ao invés do ódio, que exista o amor.
Algumas pessoas tem o prazer de destruir, o prazer de derrubar. Como será possível proteger nossos corações e a todos aqueles que amamos e a quem queremos o bem?
A melhor resposta para a maldade é o inverso dela.
Mas como será possível sobrevivermos a isso? Com compaixão e misericórdia.
Perdoar não é ser bobo. Perdoar é necessário.
Aquele que menos merece ser amado é o que mais necessita de amor. O vazio dentro dele é imenso e se faltar a chance dele reconhecer o amor, ele fracassará.
De-lhe essa chance. Não diga que ele é digno de pena. Ajude-o. Estamos aqui para reconhecermos nossa condição humana, que é feita de limitações. Ninguém é maior que ninguém nesta vida. Somos todos feitos para termos o mesmo fim.
Então ajude-o ajudando-se a si mesmo a livrar-se de qualquer sentimento pequeno.
Não tenha dó, tenha compaixão. Ter compaixão é sentir a dor do seu próximo. E não há dor maior dentro daquele que não vive do amor.
Ajude-o. Tenha misericórdia.
Ter misericórdia é levantar aquela pessoa à sua frente que está caída. Não apenas levantá-la, mas colocá-la na mesma dignidade.
Lembre-se sempre: Aquele que menos merece ser amado é o que mais precisa de amor.
Ana Martins
A TODOS OS AMIGOS
Mas penso em como me sentiria depois de abdicar dos meus sonhos.
Eu me sentiria aliviada ou triste?
A partir de agora estarei por aqui compartilhando com vocês meus pensamentos e sonhos.
E para começar, cito agora um SUPER SONHO:
Que amemos mais uns aos outros!
Beijos p´roceis!
Ana Martins



