
Mãos se entrelaçam,
corpos quentes.
Depois o abraço
as ondas e a melodia.
A canção,
a sensação
dos dias à espreita.
O tempo não marca
o que há, porque houve
o que será.
Cenas construídas
eternizam o que virá
do ontem, do amanhã e depois.
Agora não está
o ar que se tem.
Para onde vai
está rarefeito.
E não cursa
o que há,
até a hora de se reencontrar
amanhã.
Ana Martins


