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AMOR A DOIS

Tempo de namoro serve para descobrir como será a vida com o outro.
Saber qual a compatibilidade entre os dois, o que se pode esperar da relação.

Paixões acontecem, mas uma paixão pode manter uma união mesmo na incompatibilidade. O amor não.

Amor sólido só se constrói com o tempo.
E da doação de um pelo outro.

Só quando existe doação de ambas as partes, que se sobrevive à fortes tempestades.
Mas as grandes e verdadeiras tempestades não são aquelas que pode-se medir pelo ego.
Seja por paixão, seja para provar algo a alguém ou a nós mesmos.
Mas aquela que não importa o que nos atinge, mas que sobrevive de certezas do amor.
Nessa hora a confiança serve como a água necessária para a "planta" do amor
ganhar "raízes".
Sem confiança, doar-se ao outro ganha outro nome, que nada tem a ver com
amor.

O tempo de convívio com alguém pode não valer, não significar nem provar
nada de amor real.
Companheirismo, comodidade, paixão ou falta de opção podem estender um relacionamento
por um longo tempo.
Companheirismo é amor amigo. Um casal pode viver assim por muitos anos.
Mas são as tempestades que mostram a solidez da união.
Se não existir confiança, amor e dedicação, a união fracassa.

Na doação, não é a morte do ego que acontece. Mas ele se cala para ouvir
a necessidade do outro. E estende-lhe a mão por amor. E por confiança nesse
amor.

Um bom exemplo que tenho é de um grande casal que conheci.
Ambos se doaram um pelo outro em larga escala, e superaram juntos grandes
preconceitos.
Um deles, por exemplo, é o alcoolismo do marido.
Sabe-se lá o que essa mulher passou durante tantos anos difíceis e sofreu de preconceito por amor.
Foi um grande obstáculo, mas ele nunca agrediu sua moral. Nem abalou sua
confiança entre os dois.
Os outros sim, faltaram-lhe com respeito, compreensão. Inclusive sua própria
família.
Ele fraquejou inúmeras vezes com ele mesmo, nunca por causa dela.

As dificuldades que ela viveu com ele, e a superação de todos os preconceitos,
é o que acredito ser a verdadeira doação.
Não por falta de amor-próprio: ao contrário! Confiou tanto em si mesma como
no outro que soube calar suas vaidades em nome desse amor.
Verdadeiro amor.
E superaram JUNTOS essa tempestade, além de muitas outras.

Ana Martins

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