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O MENINO DA PRAIA

Vários dias já se passaram, mas prometi a mim mesma que ia escrever sobre o menino.

Sábado passado fui à praia. A água estava fria, mas o sol estava forte, delicioso.
A brisa agradável, músicas maravilhosas no meu IPod, e um menininho.

É, eu acompanhava algumas músicas com os olhos fechados e, quando os abri, estava sentado bem ao meu lado um menininho. Olhos castanho-claros, os cabelos cacheados. A idade, talvez uns 7 anos. Cheio de pulseirinhas de palha e miçangas coloridas. Para vender.

Perguntei a ele o que ia fazer com o dinheiro das pulseirinhas. Ele me disse que a mãe dele ia lhe comprar um presente de Natal.
Não resisti de curiosidade e perguntei o que ele queria de presente. A resposta? Uma camiseta e um short.
Gente, olha só o que ele quer de Natal!
Um menino! Com tantos sonhos para sonhar e o presente que ele pode ter é uma roupa para vestir.

Comprei uma das pulseirinhas e ele rapidamente se pôs a contar todo o dinheiro a-ten-ci-o-sa-men-te.
As pulseirinhas, contou e recontou-as com um olhar esperançoso.
É, vi nitidamente a esperança brotar nos olhos do menininho.

Passei o resto do meu dia com o menino no coração. E a importância da esperança em nossas vidas.

O quanto somos capazes de manter a esperança dentro de nós? Não importa o que nos falta, mas o quanto de esperança temos?

O Natal está chegando. É tempo de nascer. Ou renascer.
Pense em todas essas crianças que estão por aí pelo mundo e faça uma delas sonhar melhor: VOCÊ MESMO.
Porque você também já foi uma criança. Porque você tem dentro de você uma criança. Ouça-a. Pergunte a ela o que lhe falta. Faça-a sorrir novamente.

E se subitamente lhe der vontade de ajudar uma outra criança, vá. Não importa que criança seja ela. Siga em frente.
Com seu coração cheio de felicidade você tem muito a oferecer.

Que assim seja.

Ana Martins.

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